segunda-feira, 29 de junho de 2009
Final de semana.
No dia 27/06/2009 minha mãe voltou do hospital.Ela esta bem,foi apenas um susto.A médica diminuiu a dosagem do medicamento usado para raliar o sangue.Nesse dia era sabado,um dos unicos finais de semana que tive de folga durante o mês.nesse dia ainda tivemos ajuda das cuidadoras,pois elas trabalham de segunda a sábado.Eu estou muito resfriado,com a garganta infeccionada.No domingo quase ninguêm apareceu para visitala,eu fiquei por conta dela o dia inteiro,apenas minha irmã mais velha apareceu para dar o banho e disse que tinha visita em casa e não podia mais voltar.Durante a madrugada as 4:00 eu tive febre,tava até delirando.liguei para o meu pai,que me levou para o hospital.Cheguei em casa 6:00 da manhã,tava muito cansado pois fiquei a noite toda sem dormir.As 13:00 já estava saindo de casa para trabalhar.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
De volta para o hospital.
Hoje dia 26/06/2009,não tivemos um bom dia.Durante a manhã meu padrasto juntamente com a minha irmã levaram minha mãe até o ambulatório,onde conheram sangue dela para fazer exames.nesse periodo eu com a minha esposa demos uma faxina geral na casa.desinfetamos tudo para esperar o retorno dela.Quando ela chegou eu fui colocala na cama,nesse momento ela começou a chorar,logo percebi que a diarreia tinha voltado.Devido a situação peguei o telefone e liguei para minhas irmãs para pedir ajuda para dar banho nela,ninguêm me atendeu,eu estava sozinho.Diante da situação eu mesmo dei banho nela.Ela se sentiu muito constrangida,chorou muito,por fim eu consegui da o banho nela e acalma-la.As 13:00 horas me dirigi até o ambulatório,onde peguei o resultado do exame,logo em seguida fui até o hospital e o mostrei para a médica da minha mãe,ela na hora que olhou o exame falou que o sangue estava muito ralo e que era para internar ela imediatamente, devido ao grande risco dela sofrer uma emorragia.nesse momento ela se encontra internada e não sabemos quando tera alta.Estou muito cansado,trabalhei a noite inteira e durante o dia fiquei nessa correria.Não posso desanimar pois sei que a batalha esta apenas começando.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Burocracia.
Hoje,dia 25/6/2009 minha mãe esta bem,parece que a diarreia parou.Tivemos que levala para fazer perícia no inss.Deu tudo certo.Tive que pedir um atestado para a médica dela para fazer uma procuração para mim poder receber o pagamento.Esperei o maior tempão,por fim consegui o atestado e resolvi o problema da procuração.Gastei toda parte da manhã para fazer isso.Cada dia que passa parece que meus dias estão mais curtos,devido a quantidade de coisas que tenho que resolver,mal esta sobrando tempo para resolver meus problemas.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Primeiro problema em casa.
No dia 23/06/2009,minha mãe teve uma diarréia que não parava,não sabiamos o que tinha causado,chamamos a ambulância e a levamos para o hospital,lá ela foi medicada e retornou para casa,acho que foi a dieta que deu algum problema,diminuimos a quantidade e fizemos uma receita que a nutricionista passou,estamos aguardando para ver se vai dar resultado,ela se sentiu muito constrangida com a situação,chorou muito e está um pouco abatida.Eu também não tive um dia muito bom,estou arrumando a documentação para ela receber o auxilio doença,fiquei na correria o dia todo devido a burocrácia,mal tive tempo de ver o meu filho e dar atenção para minha esposa grávida,pois quando cheguei em casa já estava na hora do trabalho.
Dia da alta médica.
No dia 18/06/2009 fomos informados que minha mãe teria alta no dia seguinte,arrumamos tudo na minha casa,deixamos o quarto pronto para recebela,quando ela chegou me pareceu que estava mais animada.contratamos duas senhoras para tomar conta dela,uma na parte da manhã e outra na parte da tarde,no primeiro dia correu tudo bem,meu filho de quatro anos de idade adorou a novidade,pegou algumas revistinhas em quadrinhos que tem e começou a contar historinhas para minha mãe,ela ficou muito contente,estava rindo atoa.Ela ainda não teve uma melhora significativa,más já percebemos alguns movimentos na parte do corpo afetada,consegue escrever palavras completas, no entanto, não consegue escrever uma frase,está dormindo até bem,durante o dia deixamos ela mais tempo sentada,a alimentação esta sendo feita pela sonda em três e três horas,cinco vezes ao dia,começando sempre as 7:00 da manhã,até que não está sendo tão difícil.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Mudança de vida.
No dia 17/06/2009 foi um dia muito difícil para mim e para minha esposa,escutei uma buzina na porta da minha casa,quando atendi era meu pai,ele juntamente com um tio meu, trouxeram a cadeira de rodas e a de banho que minha mãe iria usar.Quando minha mulher viu as cadeiras ficou meio apreensiva,depois que meu pai foi embora ela se sentou no sofá e começou a chorar,fiquei sem ação,perguntei o que estava acontecendo,ela não queria me falar,mais percebi que ela não estava aceitando muito bem a mudança de vida que iriamos enfrentar.conversei muito com ela, disse que seria temporário.Depois de muito tempo de conversa ela me falou que tava triste porque queria montar o quartinho da nenêm do jeito que tinhamos planejado e agora não podia mais.Diante dessa situação liguei para minha irmã mais velha,expliquei o que estava acontecendo,ela nesse momento se comoveu,percebeu que também tinha responsabilidades e prometeu pra mim que minha mãe iria ficar um mês em minha casa,que esse tempo era só para ela esfriar a cabeça.Disse que era pra eu falar pra minha esposa comprar tudo para a nenêm o que tinhamos combinado.Com essa notícia minha esposa se acalmou e tudo correu bem.
Solução.
Um dia após aquela reunião inúti,no dia 16/06/2009 eu estava em casa bastante abatido devido a situação,minha esposa me vendo daquele jeito, falou que a solução seria levar minha mãe para a nossa casa.Eu falei que iria ser muito difícil, porque nossa casa tem apenas dois quartos,temos um filho de quatro anos e minha esposa esta grávida de oito mêses.Minha esposa insistiu,disse que não aguentava mais me ver naquele desespero, que era para mim desmontar a cama do nosso filho e coloca-lo em nosso quarto,não vendo outra solução,resolvi escutar minha esposa, dei a nóticia para todos.Todos se sentiram aliviados,era muito perceptível,senti muita raiva deles nesse momento,mais logo me acalmei.
Infelismente!!! brigas.
No dia em que minha mãe foi internada, minha irmã mais velha prometeu que quanto ela tivesse alta do hospital iria ficar em sua casa,porêm quando tivemos a nóticia que minha mãe estava para sair , minha irmã mudou de ideia,disse que não tinha condições pscológicas para aguentar minha mãe na casa dela,que não iria suportar essa mudança brusca de vida.Esta notícia nos pegou todos de surpresa,pois essa minha irmã é solteira,tem apenas um filho de 8 anos de idade,mora numa casa enorme...meus outros dois irmãos também não tinham condições de levala para a casa deles,porque um mora sozinho numa casa sem acabamento e a outra é casada tem uma filha,está grávida e mora numa casa de apenas três comodos.No dia 15/06/09 eu meus irmãos e meu padrasto nós reunimos para resolver esta situação,e pela nossa surpresa,meu padrasto também falou que na casa dele( que também é da minha mãe) ela não teria condições de ficar porque ele é velho e não poderia cuidar dela.Nesse momento houve muitas discuções,eu fiquei muito nervoso e falei que iria resolver isso na justiça,meu padrasto disse nesse momento que era somente através da justíça mesmo que minha mãe iria entrar ali na casa deles,minha irmã mais velha disse que se pressionassemos ela para que minha mãe ficasse na casa dela,ela iria pegar um atestado médico,falando que ela não tem condições psicológicas para isso e que iria sumir da cidade.Por fim tudo virou somente discução,todos saimos,cada um para seu canto e nada foi resolvido.
Alivio!
No dia 10/06/2009 fizeram outro exame nas veias carótidas da minha mãe,e segundo a médica os coagulos tinham sumido,disse que era a medicação que estava fazendo efeito,nesse dia todos nós ficamos aliviados,pois diminuiu bastante as chances de minha mãe sofrer um novo avc.No mesmo dia aumentaram a dose do anti-coagulante e tudo correu bem.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Lagrimas de crocodilo.
Depois de alguns dias no hospital várias pessoas entre parentes e amigos foram visitar minha mãe,vi muitas lágrimas rolarem,mais mal sabia eu, que algumas era de "crocodilo',nesses dias também tivemos outra notícia ruim,fizeram um exame nas carótidas da minha mãe e descobriram coagulos de sangue,que poderiam subir a qualquer momento para o cerebro e causar outro avc,a médica disse que era muito arriscado subir a dose do anti-coagulante, porque minha mãe poderia ter emorragia,nesse momento perdi um pouco das minhas esperanças,ela estava muito abatida,pensei que seria o fim.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
A triste notícia.
Depois de socorrer minha mãe,a médica disse que eu não poderia ficar mais ali naquele local,e juntamente com meu padrasto me retirei e fui até minha residência,onde avisei minha mulher e peguei o telefone para ligar para minha irmã mais velha.Quando dei a notícia,ela se desesperou e pós se a chorar.me senti muito mal nesse momento,me deu um nó na garganta,mais não quiz apavorar minha mulher que está gravida e nem ao meu filho que estava dormindo.Quando deu 6:00 da manhã praticamente todos da familia já sabiam do ocorrido,fomos todos para o hospital,eu meu pai e meus três irmãos.Depois de algum tempo veio a médica,que nos disse que tinha feito uma tumográfia em minha mãe e que a situação dela era delicada pois a área do cerebro que foi atingida era muito grande.Desde então minha mãe se encontra internada,ela não fala,tem a metade direita do corpo paralizada,esta usando uma sonda para se alimentar e fralda.
O pesadelo.
No dia 03/06/09 recebi uma ligação,era aproximadamente 02:00 da madrugada,era meu padrasto,ele estava desesperado e pedia ajuda para levar minha mãe para o hospital,pois ela estava passando mal,me vesti correndo e corri para a casa da minha mãe que fica muito proxima da minha,quandro entrei em seu quarto vi ela deitada na cama,perguntei o qe estava acontecendo,ela só me olhava e não falava nem se mexia,com muito custo coloquei ela no banco de trás do carro e corri com ela para o hospital.chegando no hospital fomos direto para a emergência veio uma médica e me fez um monte de perguntas,logo em seguida veio a notícia mais triste da minha vida,minha mãe com apenas 50 anos de idade tinha sofrido um AVC.
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